24 de outubro de 2017

Conto de fadas

Desde pequena foi colocado em minha mente que o amor dos conto de fadas, de novelas, filmes, séries, de gibis, etc existe e que um dia todas nós (garotas) iremos encontrar o nosso "príncipe encantado" que iremos casar, ter filhos e viver felizes para sempre. Mas, nunca gostei da ideia de casamento quando criança, porque eu me baseava nos casamentos que via ao meu redor, e acabei percebendo que tudo aquilo que assistia ou lia era fora da minha realidade e que nem tudo são flores. E eu também percebia que todos os casamentos que não davam certo eram de pobres, então comecei associar um casamento bem sucedido a ter dinheiro, e aí eu dizia e acreditava fielmente que só iria casar se eu tivesse dinheiro um dia, após eu ter minha casa própria, carro e vida estabilizada, tudo conquistado sozinha, houve momentos em que eu disse até que jamais casaria de tanto pavor que tinha de viver uma vida como a da minha mãe ou das pessoas ao meu redor.
Eu também não gostava da ideia de namorar, porque eu sabia que namoro levava a casamento, sei que não é bem assim, mas por conta da criação que eu tive ter sido baseada na bíblia e nos dogmas da igreja batista (e bem, namoros evangélicos não podem durar muito, as pessoas tem que casar logo mesmo) eu acreditava nisso e tinha meio que medo de namorar, isso afetava até em eu ficar com algum garoto que me queria (acho que isso também influenciou eu só ter perdido o bv com 15 anos), quando namorei pela primeira vez eu ainda tinha esse discurso contra casamento, e conversava sobre isso com o garoto que namorava na época, ele sabia. Ele até perguntou: "Por que você namora comigo, então?" eu disse que "Para nos conhecermos, ver no que dá". Depois um bom tempo namorando com ele que eu fui mudar de ideia, e passei a querer tanto casar com ele que eu imaginava até como seriam nosso filhos, como seria nossa vida de casados e todas essas coisas. Eu passei a realmente querer casar, mas não pela ideia do casamento, mas sim para dividir minha vida com ele.
Eu conheci um canal, da linda Flavia Calina há uns quase 3 anos, e desde então, quase tudo em mim mudou. É um canal para família, ela deve ter em torno de uns 30 e poucos anos, me identifiquei muito com ela por a mesma ter tido uma adolescência um pouco parecida com a minha e ter tido uma trajetória que era bastante parecida com a que eu quero e queria, fez faculdade, intercâmbio (algo que faz parte dos meus sonhos e objetivos de vida). Digo que mudei, porque eu era uma pessoa muito rancorosa, orgulhosa e ela me ensinou que a vida pode ser mais leve e que se nós espalharmos amor, ele volta para nós. Eu era assim porque depois de passar por tantas coisas desde tão nova, acabei me colocando no lugar da platéia, e já tinha saído do palco ou do controle da minha vida (essa analogia entre teatro e a mente é do Augusto Cury). 
Não foi de um dia pro outro que mudei, foi um longo processo, e tudo aconteceu aos poucos, eu era uma boa pessoa, porém eu devolvia ódio com ódio. Se você me fizesse mal eu guardaria mágoas e nunca te perdoaria, eu excluía da minha vida qualquer ser humano que fazia qualquer coisa ruim para mim, ou se não excluísse, eu fazia pirraça, desejava o mal, queria ver sempre na pior, mesmo que eu (não sei como) gostasse de você. Eu era extremamente pessimista e negativa, eu sempre via tudo, como dizia minha irmã, com uma nuvem negra em cima, nunca acreditava no meu potencial, nem que algo daria certo na minha vida. E isso só começou a mudar depois de conhecer o canal dela e de ler livros o Augusto Cury. 
As mudanças mais radicais que fui percebendo começaram há um ano, como já disse acima, e vou citar algumas coisas para você entender, mudei de não sentir ódio mais quando alguém me fazia mal, porque eu percebi que nada disso realmente importa e que a única coisa que deixamos nesse mundo é quem fomos e o que transmitimos para as pessoas que passam na nossa vida, e eu não quero e nem queria ser lembrada como alguém negativo e com lembranças ruins. Foi aí que decidi que isso tinha que mudar. E mudou, de coração, não foi forçado, nunca me forcei a nada.
Estou terminando esse texto em outro dia, então pode ser que fique um pouco diferente a partir daqui.*
Eu sei que foi a melhor coisa que já fiz. Ódio só faz mal a quem sente, e no fim, seja lá qual seja nosso fim, não levamos absolutamente nada. Tudo que temos é o agora, eu sei que é clichê dizer isso, mas é muito real e às vezes só falamos e não realmente sabemos o que estamos falando. Sinto que devo aproveitar todas as oportunidades que a vida me dá e tenho agarrado todas elas, mas não somente com a intençao de crescer profissionalmente e emocionalmente, mas também e principalmente, quero aproveitar a vida, amar, perder, ser iludida, sofrer, chorar de emoção, ganhar, desistir e levantar de novo, sentir cada pedaço que a vida reservou ou irá reservar para mim de aordo com as minhas escolhas, quero viver tudo!
Foi e é péssimo quando lembro como fui tratada por aquele garoto e o quanto eu sofri enquanto o esquecia, todas as vezes que chorei, que tentei falar com ele, e de como olhar para ele doía tanto.. mas uma parte de mim ainda lembra de quando ele sorriu para mim antes de voltarmos a nos beijar, (aquela cena ficou gravada na minha mente desde então) ou de todas as vezes em que nos abraçamos e como era indescritível a sensação de tê-lo tão perto, ou de todas as conversas e idiotices que fazíamos juntos, de quando ele pediu para eu cantar para ele e eu ficava parando toda hora e ele se irritou, ou de quando ele disse que sentia ciúmes de mim com um amigo meu e aquilo fez eu achar que ele realmente gostava de mim (a sensação foi muito boa), de quando ele me elogiava não só da minha beleza externa mas também e muitas vezes da interna, de como ele era tão meu e foi meu por um período de tempo, eu o tinha tão perto e sinto tanta falta disso.
Ai que droga, tudo acaba voltando sempre pra ele não é? O que houve comigo?

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