17 de março de 2015

Já posso sentir

Eu gosto quando você faz aquele sorriso
que é tão convidativo.
Me chama para fugir
sem nem saber para onde devemos ir.

Isso me traz uma sensação engraçada
de que eu posso ser quem eu sou
não importa para onde eu vou

Por isso, já decidi
vou contigo, nuvem amiga
você só precisa vir até aqui.

"Linda e fofa".

Eu nunca fui odiada
ao contrário
até o porteiro do colégio
me admirava

a garota linda e fofa
assim eu era chamada
mas, eu não concordava

eu nunca fui perfeita
já fiz muita asneira
não sou boa com todos
só os trato da mesma maneira

tento ser educada
e
sem besteira
vivo a vida
da minha maneira


Nada.E.Tudo.

Eu estou sentindo algo péssimo
não sei se é tristeza
se é amargura
rancor ou coisa do tipo.
Sabe aquela vontade de nada e tudo ao mesmo tempo?
Acho que é isso. Não sei. Na verdade não tenho certeza. A única coisa que sei é que quero fugir de tudo, mas não desse jeito. Eu quero esquecer de tudo. Viver uma vida nova, sem lembrar de nada do que já vivi até agora. Dane-se os momentos bons. Eu faço novos depois.

10 de março de 2015

Isso não acontece só comigo.

Estive observando as pessoas ao meu redor e percebi que muita gente, muita mesmo, não é exatamente aquilo que elas mostram a você. Na verdade, percebi isso lendo um tweet hoje, não que eu já não tinha percebido isso, mas ele me ajudou a relembrar.
Mas, óbvio, como sempre, não posso deixar de citar que eu também sou assim, e depois de analisar muito, conclui que minha irmã é a única pessoa que chegou mais perto de me conhecer por completo e fiquei feliz em saber, porque ela gosta de mim EXATAMENTE como sou, e sim, posso dizer com toda certeza que é a única, porque os outros (sim, até meus pais) não me conhecem por completo. triste? Talvez. 
Mas, sabe? É tudo culpa minha, eu nunca permiti que as outras pessoas me conhecessem, assim como ela. Eu nunca me senti completamente a vontade na frente de ninguém pra agir do meu jeito, sempre alguma coisa eu deixava oculto com medo do que iriam pensar se eu dissesse aquilo ou sei lá. doido isso. ou não. afinal, conclui também que isso não acontece só comigo. veja um lado bom.

p.s: e é por isso que eu amo o twitter, as pessoas são exatamente quem são lá. quando não mostram o rosto, claro. às vezes, eu amo as pessoas. 




3 de março de 2015

Às vezes.

Foi realmente difícil ver o mundo como ele realmente era. Sei que esse não é o melhor jeito de começar, mas é resumidamente o que eu quero dizer. Se você não quiser ler o resto, tudo bem, eu já disse tudo (e nada ao mesmo tempo).

Às vezes eu paro, sento e penso em tudo que já fiz, disse ou pensei de estúpido, E me odeio. Às vezes eu penso também no que eu já fiz de bom. Mas, não consigo me amar. Percebi que não odeio só quando reflito sobre as coisas erradas que já cometi. Na verdade, eu não me odeio. Eu passo tanto tempo comigo mesma, que aprendi a reconhecer que sou até legal, de vez em quando. Eu conheço todos os meus defeitos também, é claro e sei que sou uma chata, às vezes. Esse talvez seja o ponto. Às vezes eu me odeio, me amo e depois percebo que não me odeio. Só às vezes.

Há um tempo, eu não consigo lembrar de me odiar, ou amar. Eu só pensava em me divertir, do jeito de sempre ou testando uma nova brincadeira. Eu também gostava de observar as pessoas, o jeito que elas conversavam, andavam, tudo, sabe? Eu adorava observá-las porque sempre em cada uma delas tinha um jeito diferente de fazer cada coisa que faziam. Não sei, era tão legal. Daí eu cresci né, e to aqui nesse "às vezes". Tudo porque eu vi como o mundo realmente era.