Olá queridos e queridas! Hoje na aula a professora de redação, passou o seguinte trabalho, teríamos que escolher dentre três contos que ela nos apresentou, um da Lygia Fagundes Telles(que simplesmente adoro), outro Marina Colasanti e o outro do Carlos Ribeiro, para completarmos, eu escolhi do Carlos. Então decidi mostrar o meu complemento a vocês, na verdade eu não sei o nome do conto dele, por que a professora não colocou e eu não conhecia, já pesquisei, mas não encontro. Confiram:
"Minha mãe mora no primeiro andar de um prédio antigo, localizado próximo ao Largo de Amaralina-um edifício de um amarelo pálido, desbotado, de onde se podia ver, em tempos idos, as baleias passarem empurradas pelas correntes geladas do Sul. Ali também, no andar de cima, eu, Alfredo, segundo dos seus cinco filhos, vivo -melhor seria dizer, sobrevivo-, com minha mulher quatro filhos e um cachorro poodle. Estranho pensar que já faz algumas semanas, talvez meses, que não a vejo."
Carlos Ribeiro
A minha continuação:
Também porque minha mãe não costuma vir muito no meu apartamento, pois ela nunca aceitou o meu casamento com Ana, desde o início do nosso namoro, há 8 anos. Ela sempre implicou que minha esposa me traia, mesmo depois do nosso casamento, talvez esse seja o motivo do nosso distanciamento.
Acordo bem cedo todos os dias para trabalhar, levo as crianças na escola e a deixo dormindo como de costume. Antes de sair fico admirando sua beleza, as vezes até esqueço do mundo, como pode mamãe desconfiar daquele anjo? Ana é um doce, o meu doce, meu amor, a amo tanto.
Eu trabalho num almoxarifado, naquele dia cheguei atrasado, e quando abri a porta da sala, estava toda inundada que molharam até as bordas da minha calça.
Um cano estourou, pensei.
Fui liberado mais cedo do trabalho por conta que nem tinha o que fazer, já que todos os papeis estavam encharcados. Segui direto pra casa, abri a porta bem devagar-queria fazer uma surpresa para Ana- assim que coloquei a mão pra abrir o prego da maçaneta espetou meu dedo, foi ai que lembrei que tinha esquecido de conserta-la,- na verdade não tinha esquecido, mas usei o dinheiro para outra coisa mais necessária -. Na hora até pensei que nos poderíamos fazer um passeio quando as crianças chegassem da escola, toda a família, já que só realizávamos aos domingos, meu dia de folga, e eu mal ficava em casa, pois chegava muito tarde do trabalho.
Abri a porta do nosso quarto, foi quando eu vi, lá estava deitada na cama.
Com outro.
Senti uma lágrima escorrendo do meu olho e pingando do meu queixo.
Acabou tudo, minha mãe estava certa o tempo todo. Pisquei os olhos e a imagem sumiu, só restou minha mulher deitada dormindo profundamente na cama. Tinha tido uma alucinação, era quase comum pra mim antes. Foi aí que lembrei, havia esquecido de tomar o remédio que minha psicóloga passou.
Andressa Vieira
Eu sei, eu sei, ficou pequeno, mas foi o que consegui. Adiós.
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Olá, me chamo Andressa. Sinta-se a vontade para ler todas essas coisas que escrevo aqui e depois penso que são um bando de baboseiras. Se quiser saber mais sobre mim, dá uma olhada na parte "Quem escreve" logo ali em cima. E aí embaixo tem um lugar escrito "Antes de mais nada" que é onde explico um pouco sobre o que é esse blog. .
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